Livro de Óbitos da Igreja de Santo Antônio do Aventureiro

1868 a 1890

 Igreja Matriz de Santo Antônio do Aventureiro

“Aos seis de Maio de mil oitocentos e sessenta e nove, n’este Curato de S.Antonio de Aventureiro, no Cemiterio Geral, pelas duas horas da tarde, foi sepultado o cadaver de Maria, parvula, filha legitima de Antonio Gonçalves Felisberto e Marianna Maria de Jesus, de um anno de idade, natural deste Curato, fallecida de febre no dia cinco às duas horas da manhã, do que faço este termo, que assigno. O Cura Alfredo Ferreira Norton.”

 

“Aos quinze de Janeiro de mil oitocentos e setenta e sete, n’esta Parochia de S.Antonio do Aventureiro, no Cemiterio Geral, pelas onze horas da manhã, foi sepultado o cadaver de Leopoldo, branco, filho de José d’Oliveira Tassara e Jacinta Candida da Encarnação, de quatro annos de idade, natural d’este Curato, fallecido de congestão no dia quatorze as dez da manhã, do que faço este termo que assigno. O Cura Alfredo Ferreira Norton.”

 

“Aos dezoito de Fevereiro de mil oitocentos e oitenta e três, n’esta Parochia de S.Antonio do Aventureiro, no Cemiterio Geral, pelas quatro horas da tarde, foi sepultado o cadaver de Honorina, branca, filha de Silvestre José Furtado Torres e Felisbina Maria d’Almeida, de dous annos de idade, natural d’este Curato, fallecida de coqueluche no dia dezesete as seis da tarde, do que faço este termo que assigno. O Cura Alfredo Ferreira Norton.”

 

Pelo decreto número 789, da Presidência da Província de Minas Gerais, 27 de setembro de 1890, foi estabelecida a secularização dos cemitérios, ficando a sua direção a cargo das municipalidades.

Até então, os cemitérios eram administrados pelas paróquias, as quais mantinham seus livros para o registro dos sepultamentos realizados. Através do Livro de Óbitos da Igreja, podemos conhecer algumas das pessoas que viviam na localidade, podemos, também, observar o desenvolvimento da língua portuguesa, da legislação e a evolução administrativa.

 

No período analisado, encontramos, também, os seguintes registros de sepultamento:

-03.08.1871 – Olympio, “parvulo”, branco, 1 ano de idade, filho legitimo de Vicente Rodrigues Pessoa e Maria Antonia Santos;

-12.06.1875 – Henriqueta, nascida na Freguesia de Leopoldina, 2 meses de idade, filha legitima de Manoel Garcia de Matos e Candida A.Garcia;

-15.04.1877 – Maria Rita d’Oliveira, viuva de Thomaz Garcia de Mattos, 60 anos, natural desta Província;

-01.05.1880 – Felisbina Candida de Resende, viuva de João Baptista Pereira d’Almeida, filha de Severino Gonçalves Resende e Antonia Rosa de Jesus; 24 anos, natural desta Província;

-28.11.1881 – Manoel, filho de João José Lourenço e Maria Venancia d’Almeida; 2 anos, natural deste Curato;

-11.07.1884 – às 12 horas, foi sepultado José, branco, 15 dias de idade, filho de Manoel José Pires e D.Thereza Maria de Nazareth; batizado em juizo de vida por Miguel José Teixeira de Rezende; falecido de bronquite no dia 10, às 12 horas;

-13.02.1885 – Porcina, 2 meses e meio, branca, filha de Agostinho Teixeira de Rezende e Maria Thereza Nazareth. Falecida e, 12.02.1885.

 

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